“Street Inside” apresenta obras de Bruno Calmon

Nesta quinta-feira, 8 de novembro, tem abertura da exposição “Street Inside” com obras do artista Bruno Calmon. Das 17h às 21h, o artista estará recepcionando os convidados na Marbô Gastronomia – R. Dr. Faivre, 621, Centro. As obras permanecerão no espaço até fevereiro de 2019.

“Na série Abstratos, o equilíbrio sustenta-se nas pinceladas que promovem o movimento. O que Calmon procura instigar é a ambiguidade entre o geométrico e o orgânico, o estático e o movimento, o quente e o frio, o perto e o longe que sua obra questiona. A sutileza, muitas vezes, rouba a cena entre os elementos geométricos fazendo com que o espectador consiga perceber a suavidade, a forma fluída e as camadas que se aproximam ao efeito 3D. Calmon abusa dos tons e cores para conseguir este efeito visual.

Em sua pesquisa encontram-se os grafites trazidos da rua, onde se baseia na arte do artista norte americano Jean-Michel Basquiat. Nas obras de Basquiat, o excesso de informação – elementos e cores – tornou-se uma de suas principais características. Já na produção de Calmon, a agressividade não fica tão evidente, estando amparada (escondida) pela sutileza da ironia: sempre gostei do movimento modernista, muito pelo equilíbrio entre sua simplicidade e sua força. O raciocínio lógico trazendo um resultado de beleza. Nas pinturas, procuro ideias simples e que surpreendam. Dentro do abstrato, busco uma composição, uma ocupação equilibrada da área trabalhada. Utilizo cores fortes e profundidade, buscando certa provocação, que vejo como uma das funções da arte.

Alguns trabalhos minimalistas buscam a mesma contradição e provocação em apenas duas cores. Esta opção do artista foge do movimento fluído que questiona através da profundidade apresentada na produção citada anteriormente. A série Minimal instiga o espectador a analisar a complexidade de sua proposta, o significado de cada cor e tom, de cada traço, pincelada, e o “X” que é caracterizado como sua marca e está presente em toda sua obra.

Na série Monstros, Calmon traz as bagagens descritas acima, mas de forma mais divertida, mais descontraída que as séries anteriores. Seria o nascimento de seu filho que trouxe o figurativo desta forma ou a provocação que insiste em instigar a imaginação dos espectadores desafiando-os aos questionamentos dos motivos pelos quais os assombram?”

Márcia Aracheski