Formato online leva cultura autoral a escolas públicas do interior do Paraná

Em “Brincar Brincar Brincar”, a brincadeira é homenageada e exaltada. O espetáculo está sendo transmitido de forma online para escolas públicas de 20 cidades do Paraná, até 18 de novembro, totalizando 40 apresentações. Nesta última etapa do projeto no interior do estado, recebem apresentações Goiorê, Palmas, Laranjeiras do Sul, São Mateus do Sul, Pitanga, Campina Grande do Sul, Rolândia, Guaíra, Assis Chateaubriand, Quedas do Iguaçu, Lapa e Ibaiti.

Crédito – Divulgação.

O projeto “Brincar – Circulação Paraná – 1ª Edição”, que está sendo realizado através do Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura (PROFICE) da Secretaria de Estado da Comunicação Social e da Cultura (Governo do Estado do Paraná), com apoio da Copel, conta com Ligia Ferreira como atriz, escritora e produtora, e Flávio Araújo como compositor, músico, produtor, ministrante de oficina e técnico de som e transmissão. O conteúdo autoral é destaque nesse projeto.
Com relevante trajetória, “Brincar Brincar Brincar” já integrou a programação de festivais, mostras e foi contemplado em diversos editais, tendo sido apresentado mais de 70 vezes.

Somente neste projeto, já foram atendidas mais de 10 mil crianças, uma vez que o formato online permite que a apresentação seja transmitida para todas as escolas dos municípios, promovendo um alcance muito maior do produto cultural.

Crianças que não brincam mais
“A brincadeira é a natureza da criança. Infelizmente, percebemos que ela pode estar perdendo espaço para outros elementos do mundo contemporâneo”, enfatiza a atriz Ligia Ferreira. O texto, de autoria de Ligia, se passa numa vizinhança muito tranquila, baseada em sua rua de infância, com personagens inspirados na vida dos dois artistas e em parentes seus. Lica, Kiko, Guiga, Luna e Nano são crianças acostumadas a brincar na rua e na floresta todos os dias. De repente surgem na vida de Guiga, Luna e Nano misteriosos elementos – t-ble-ta, g-ppin-sho e são-vi-le-te – que alteram a rotina da garotada. Os amigos Lica e Kiko entram então numa aventura para resgatar as outras crianças.

Durante a apresentação, Flávio Araújo utiliza instrumentos diversos para a sonoplastia, como reco-reco, teclado, alfaia, cajón, blocos sonoros, campainha de bicicleta, kalimba, dentre outros. “Os sons criam ambientes relacionados à história e sugerem sensações”, explica o músico. Ao longo da peça, a dupla ainda executa músicas compostas por Flávio, que enriquecem a narrativa.

Oficina de música “Na Palma da Mão”
O projeto também vai promover de forma online 8 oficinas de música, com 4 horas de duração cada, para educadores da rede pública municipal das cidades contempladas. O ministrante Flávio Araújo explica que a oficina “Na Palma da Mão” propõe uma reflexão musical, que não requer experiência prévia, para estimular o uso da música no espaço escolar.