G.A.L.A: a volta de Gerald Thomas é um grito no meio do caos

O autor e diretor Gerald Thomas vem a 30.ª edição do Festival de Curitiba para, entre outras coisas, romper com sua maior influência criativa, Samuel Beckett, o gênio irlandês do teatro do absurdo, com quem se correspondeu por anos e de quem foi amigo pessoal.

Crédito – Nicolas Caratori.

“Chega de Beckett”, chega a gritar a protagonista do monólogo “G.A.L.A”, que faz sua estreia nacional em duas noites, 29 e 30 de março, no Guairinha, às 21h durante a Mostra Lúcia Camargo.

G.A.L.A é estrelada pela atriz Fabiana Gugli, originalmente concebida por Thomas como uma montagem audiovisual em 2021. Toda a ação transcorre em um barco à deriva em que a mulher que dá nome a peça faz um desabafo existencial que, como de costume, é um desafogo autobiográfico do próprio Thomas. Escrito durante o período mais incerto e caótico da pandemia, o texto expõe “ruínas contemporâneas” como a solidão e a desesperança. Rápido (apenas 45 minutos), desenfreado, surreal e tropicalista, o monólogo será apresentado pela primeira vez a uma plateia de “pessoas de carne e osso” dentro de um teatro escuro.

O título é uma referência a Gala Dalí (1894-1992), a múltipla artista russa que influenciou todas as vanguardas artísticas do começo do século 20, despertou ódios e amores célebres e foi esposa e parceira criativa de Salvador Dali (1904-1989).

Um autor revolucionário
Gerald Thomas nasceu em Nova York, em 1957. Filho de pai alemão e mãe galesa, Gerald migrou com a família para o Rio de Janeiro e começou a estudar artes com Ivan Serpa e Hélio Oiticica. Aos 14 volta a Nova York para ser assistente de Oiticica. Aos 16, mudou-se para Londres e começou a trabalhar com teatro.

De volta a Nova York, nos anos 1980 constrói uma carreira de sucesso. Autor, produtor e diretor de várias peças teatrais, Gerald Thomas tem uma carreira controversa e revolucionária no teatro brasileiro. Nas últimas três décadas consolidou sua carreira internacional e iniciou uma trajetória como diretor de óperas. Aos 68 anos, Thomas já assinou 84 trabalhos teatrais em 16 países. Esta é a sua décima participação no festival de Curitiba.

As 10 vezes de Gerald Thomas no Festival de Curitiba:

1992 – The Flash And Crash Days
1993 – Império das Meias Verdades
1995 – Don Juan
1996 – Nowhere Man
1997 – Os Reis do Iê-Iê-Iê
2000 – Coro e camarim – Uma Tragédia Rave
2008 – Rainha Mentira/ Queen Liar
2012 – Gargólios
2014 – Entre Dentes
2022 – G.A.L.A

A Mostra Lúcia Camargo é apresentada por EBANX, Paraná Banco, New Holland, com patrocínio de ClearCorrect, Vonder, SulAmérica, Novozymes e Governo do Estado do Paraná.

Acompanhe todas as novidades e informações da Mostra Lúcia Camargo do Festival de Curitiba pelo site www.festivaldecuritiba.com.br, pelas redes sociais disponíveis, no Facebook @fest.curitiba, pelo Instagram @festivaldecuritiba e pelo Twitter @Fest_Curitiba

Serviço:
O que: G.A.L.A no 30.º Festival de Curitiba
Quando: 29 de março e 30 de abril às 21h
Onde: Guairinha (Rua XV de Novembro, 971 – Centro).
Valores: R$ 80,00 (inteira)
Ingressos: Ingressos: www.festivaldecuritiba.com.br e na bilheteria física exclusiva do Shopping Mueller (piso L2), de segunda-feira a sábado, das 10h às 22h; domingos e feriados, das 14h às 20h.
Classificação: 16
Duração: 45’